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O macrocampo onde a sátira oral se expande com o vigor cortante dos epigramas é o do elemento humano. Nesta forma de expressão pontuam figuras, tipos humanos e classes sociais que, pelos seus vícios, tiques ou ações, se tornaram objecto de derisão destrutiva. Categoria estética relegada, regra geral, para as franjas mais marginais do sistema semiótico literário oral tanto pelos intérpretes-autores como pelos estudiosos e pelos recetores – como não raro sucede na sátira da literatura tout court –, a sátira em verso constitui um instrumento ao serviço da nomeação daquilo que, num determinado momento histórico, é visto como degenerescência da sociedade ou como vício e maldade de alguns dos seus membros (pessoas e instituições).
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In this article we try to show how the work of the Portuguese writerLiberto Cruz establishes a compromise between the poem as text freeof any ideological imposition and the poem as social and politicalaction; between the internal and personal experience of the authorand his commitment to the history of the country; between the selfsufficiency of the poem and its links to the larger world; betweencommunication and elevation; between the work’s expansion ofimage and semantics and the communication of feelings, emotionsand ideas; and between the textual “I” and the biographical “I”.
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Subcampos:1946-1989, 1990-present, Article, Portuguese, Atlantic Europe, Literary, Rhetorical, Discourse Analysis, Hermeneutic, Cultural Studies, Intimist Poetics, Ludic Poetics, Satirical Poetics, Deconstructive Poetics
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Poeta, romancista, cronista, dramaturgo e autor de livros destinados ao público infantil e juvenil, Valter Hugo Mãe (Saurimo, Angola, 1971) é um dos escritores mais importantes do atual panorama literário português. A sua obra, lida em Portugal e no estrangeiro, reconhecida pela crítica especializada mas ainda não suficientemente estudada, solicita cada vez mais, pela sua riqueza e complexidade, um estudo de conjunto. Com este livro, que reúne trinta e oito ensaios de estudiosos da literatura portuguesa, proponho-me contribuir para a divulgação e o conhecimento de uma obra que, já consideravelmente extensa, se distribui por diversos géneros do discurso e alcança por isso um público amplo e diversificado.
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Dividida em oito livros – "Poema Feio", "Folclore Íntimo", "Livro de Maldições", "O Resto da Minha Alegria", "Útero", "A Cobrição das Filhas", "Três Minutos antes de a Maré Encher" e "A Remoção das Almas" –, Publicação da Mortalidade é a terceira "poesia reunida" de Valter Hugo Mãe (Saurimo, Angola, 1971), depois de Folclore Íntimo (2008) e de Contabilidade (2010). (...) A avaliar pelo itinerário poético de Valter Hugo Mãe e pelo que o autor afirma nas notas autorais das suas duas primeiras coletâneas de "poesia reunida", publicação da mortalidade anuncia futuras recolhas de poemas. Se é de esperar que ao poeta interessará que esse novo livro seja "a passagem para um tempo outro mas como um estádio intermédio e nunca uma fixação definitiva", já quando acontecerá essa nova publicação é, no mínimo, imprevisível. Apenas dois anos (de 2008 para 2010) separaram as duas primeiras recolhas, enquanto que da segunda para a terceira há um intervalo de quase uma década.
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Em 2016, Victor Correia publicou o livro Fernando Pessoa: a Homossexualidade, a Identidade de Género, e as Mulheres (Paris: Nota de Rodapé Edições), mas a obra não beneficiou da repercussão crítica e pública que o volume Homossexualidade e Homoerotismo em Fernando Pessoa provavelmente terá. A tiragem foi curta, numa editora pequena que, entretanto, fechou, e a esta vicissitude soma-se o tipo de textos selecionados: excertos, não, como neste livro, composições integrais.
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If, deluded by general literary history, we only value what is ethical and responsible in classical Portuguese satire, forgetting that it can also contain individual arbitrariness aimed at the destruction of an object, we will miss the moments when, as in medieval satire, the factor of constitution seems to be the ruthless and immoral personalization of criticism of persons, institutions, or entities. The aesthetics of moderation ends up promoting a subtly saturated and concrete language that seems to pursue the annulment of the other rather than a corrective social function. In Mannerism we find the most aesthetically elaborate examples of satire that challenges destiny or God in relation to the evils that fall upon an impotent but insubstantial self before such sensitive questions of metaphysical morality, a satire whose classic style gives it an aesthetic dignity and textual model without exception. In this article, we will see the different paths of classic and Mannerist satire, using the works of poets such as Sá de Miranda, António Ferreira, Pêro de Andrade Caminha, André Falcão de Resende, and Fernão Rodrigues Lobo Soropita.
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Resumo Os poemas “À Inglaterra” e a “Marcha do Ódio” sobressaem na produção de Guerra Junqueiro como composições fundamentais e, mesmo, catalisadoras das reações ao Ultimato britânico de 1890. Neste artigo, propomo-nos evidenciar a capacidade comunicativa e argumentativa destes poemas, e esperamos contribuir quer para o (re)conhecimento, hoje, da sátira de Junqueiro (e da sátira em geral), quer para o conhecimento de um poeta que foi uma das figuras maiores do Portugal do último quartel do século XIX e das duas primeiras décadas do século XX.
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Em Portugal, as sátiras barroca e neoclássica recuperam a musa pedestre horaciana tão apreciada pela sátira galego-portuguesa e pelo Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, e desse modo ampliam de novo o espectro satírico. Reatualiza-se, no barroco e no neoclassicismo portugueses, a contradição entre os princípios teóricos de moderação linguística e temática e a prática poética, com alguns poetas a não se coibirem de usar os termos mais desbragados e as imagens mais cruas e realistas e mesmo hiperrealistas. Neste artigo, através de um comentário crítico aos tratados poéticos barrocos e neoclássicos portugueses ou divulgados em Portugal que abordam a questão da sátira, procuraremos evidenciar essa incompatibilidade.
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No mundo ocidental, são muitas as vozes que nos vão lembrando, de tempos a tempos, que já não sabemos encarar a morte com frontalidade e dignidade. Assumiu-se que falar da morte é produzir uma dor ou um mal-estar que colidem com os valores da nossa sociedade, cada vez mais voltada para o culto da beleza e da eterna juventude. Até sensivelmente às décadas de 70 ou 80 do século passado, a sociedade portuguesa, sobretudo a mais rural, não escondia dos mais novos as doenças, o envelhecimento e a morte dos entes queridos, e o cancioneiro infantil e juvenil era uma das grandes expressões e uma das fontes de todos estes temas. Hoje, estas são questões praticamente silenciadas, dir-se-ia até proibidas, e por isso muitas crianças são educadas sem o conhecimento da morte. Partindo destes pressupostos, abordaremos neste artigo a questão da morte na poesia oral e tradicional infantil portuguesa moderna e contemporânea. Veremos, em particular, se a morte aparece mais como personagem ou mais como acontecimento, refletiremos sobre os seus tipos e as suas incidências semânticas, simbólicas e pragmáticas, e discutiremos se vale a pena trazer estes textos para o contexto educativo.
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Reconheço na literatura e nos estudos literários um lugar central na História e na evolução do ser humano e da sociedade, e este livro, dividido em duas secções (Poesia e Ficção), é o reflexo disso mesmo; reflexo, também, de obras teóricas que, independentemente dos seus princípios de base (mais biografistas, psicologistas ou socioculturais, mais formalistas e estruturalistas, mais de estilística e retórica, etc., ou mais de síntese entre as várias orientações), têm sido decisivas para a constituição da crítica literária moderna e do seu propósito de determinação, na medida do possível, dos sentidos e valores de um texto literário ou de um sistema de obras literárias.
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Like the generation connected with the Lisbon-based journal Orpheu, the group connected with the journal Presença also embraced satire comfortably and understood it as one of the components that most accentuates the critical dimension of the artist’s multifaceted personality. In this article, which seeks to fill a void in the studies of the Presença group, I assert that their satire is one of the processes through which the personality of the poet is revealed in confrontation with the world and with others. But satire and satiric notes are also expressions of the dialogical alterity of an egotistical I-poet with his Id and his Superego (Freud). The satire of José Régio and Miguel Torga is a force that comes from a person conscious of his uniqueness and of his will to impose the sovereignty of his psychic voice on reality or on a sometimes imposing hyper-reality.
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The article presents the celebrated peleja (verse exchange) between Inácio da Catingueira and Romano da Mãe d'Água in the Brazilian North-East. The polemic peleja de cordel (a kind of chapbook), which evokes a poetic contest that allegedly took place in 1874 or 1875 in Recife, is regarded as the first of a kind that forms one of the most important phases in Brazilian cordel literature. On the one side stands a slave poet and on the other a landowner; each aims to defend and to characterize the race and social class to which he belongs. The article aims to demonstrate the influence of scientific thinking in popular literature, particularly with regard to ethnic and cultural miscegenation.
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Em 1971, saía no Funchal um livro de Liberto Cruz (1935), Gramática Histórica, que se propunha desconstruir paródica e satiricamente a linguagem e a ideologia do regime salazarista. A obra, como nos lembra o autor na edição de 2007, esgotou numa semana. Quando a crítica oficial se apercebeu do registo subversivo dos textos, já todos os exemplares estavam nas mãos de "atentos e desobedientes leitores" (Cruz, 2007: 10), como se lê no apontamento introdutório da edição de 2007, assinado por Liberto Cruz, que opta por um título muito oportuno, porque abrange os leitores que necessitam da nota para compreenderem o contexto em que surgiu o livro, mas também visa aqueles leitores que conhecem já a história deste livro: "Nota desounecessária dos autores" (entenda-se: "desnecessária", "ou necessária"), porque na primeira edição o autor oculta a sua identidade sob um pseudónimo: Álvaro Neto, que, em 1966, no segundo e último caderno da Poesia Experimental, aparece como autor de vários poemas.
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Neste artigo analisamos uma das mais célebres pelejas brasileiras, a Peleja de cego Ade- raldo com Zé Pretinho do Tucum (1916), de Firmino Teixeira do Amaral, e estudamos também a Peleja de Aderaldo filho do cego, com Alexandre o Neto de Zé Pretinho , de João A. de Barros. Com esta abordagem queremos mostrar que na peleja brasileira (e, em particular, na peleja de cordel) e no mundo que ela representa a lei do mais forte é muitas vezes subvertida. Contra os mais fortes levantam-se os mais fracos, as mulheres, os escravos e outros oprimidos como os cegos, que, pela destreza poética e pela força anímica e intelectual, conseguem aproximar-se daqueles que se consideram e dizem mais fortes, e à frente deles desmentem e desfazem tabus, preconceitos e fobia
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