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Em 1971, saía no Funchal um livro de Liberto Cruz (1935), Gramática Histórica, que se propunha desconstruir paródica e satiricamente a linguagem e a ideologia do regime salazarista. A obra, como nos lembra o autor na edição de 2007, esgotou numa semana. Quando a crítica oficial se apercebeu do registo subversivo dos textos, já todos os exemplares estavam nas mãos de "atentos e desobedientes leitores" (Cruz, 2007: 10), como se lê no apontamento introdutório da edição de 2007, assinado por Liberto Cruz, que opta por um título muito oportuno, porque abrange os leitores que necessitam da nota para compreenderem o contexto em que surgiu o livro, mas também visa aqueles leitores que conhecem já a história deste livro: "Nota desounecessária dos autores" (entenda-se: "desnecessária", "ou necessária"), porque na primeira edição o autor oculta a sua identidade sob um pseudónimo: Álvaro Neto, que, em 1966, no segundo e último caderno da Poesia Experimental, aparece como autor de vários poemas.
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Reconheço na literatura e nos estudos literários um lugar central na História e na evolução do ser humano e da sociedade, e este livro, dividido em duas secções (Poesia e Ficção), é o reflexo disso mesmo; reflexo, também, de obras teóricas que, independentemente dos seus princípios de base (mais biografistas, psicologistas ou socioculturais, mais formalistas e estruturalistas, mais de estilística e retórica, etc., ou mais de síntese entre as várias orientações), têm sido decisivas para a constituição da crítica literária moderna e do seu propósito de determinação, na medida do possível, dos sentidos e valores de um texto literário ou de um sistema de obras literárias.
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In October 2007, over the course of a weekend, several hundred people descended on Coronel Pringles, a small town in the Argentine pampas. For two days they would participate, along with many of the town’s residents, in a series of workshops and performances held under the aegis of the Asociación Civil Estación Pringles, an organization founded in 2006 and headed by the poet Arturo Carrera. This inaugural event centered on the practice of declamation, one of the ‘viejas prácticas sociales y artı́sticas’ (‘timeworn social and artistic practices’) that Estación Pringles seeks to place into dialogue with the work of contemporary artists, writers and performers. In its founding statement, the project casts this dialogue in theatrical terms, calling itself ‘una plataforma o una escena donde prácticas estéticas dispersas en un espacio lateral puedan agregarse, articularse, hacerse visibles’ (‘a platform or scene where aesthetic practices, scattered throughout a lateral space, might come together, be articulated, become visible’). Indeed, an emphasis on theatricality would reappear in Carrera’s closing remarks to the 2007 gathering, in which he couches the practice of declamation in terms of a ‘teatrito,’ a ‘little theater’ (Estación Pringles).
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